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ARTIGO

A memória é o que pode
salvar a Humanidade

Floriano Pesaro, vereador de São Paulo


Este 27 de janeiro é um dia histórico para a comunidade judaica de São Paulo, com a celebração, pela primeira vez na cidade, do “Dia em Memória às Vitimas do Holocausto”, projeto de minha autoria que foi sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab no final do ano passado. Virou a Lei 15.059. Através deste dia, nós queremos fazer valer a História, oficializando a necessidade de recordar, determinando que nossos pequenos, nossos jovens e nossos adultos tenham dias demarcatórios para recordar até onde a loucura de uns e a indiferença de muitos podem levar a Humanidade. Nada mais pertinente do que escolher o dia 27 de janeiro como o “Dia da Memória às Vítimas do Holocausto”. Foi nesse dia, há quase 65 anos, que ocorreu a libertação de Auschwitz. E foi na libertação dos campos de concentração que o mundo começou a ter noção da enormidade da barbárie que havia sido cometida.
A comunidade judaica, vítima primordial deste episódio da erosão da humanidade, tem sido incansável em fazer lembrar ao mundo o desastre do Holocausto. A lembrança do Holocausto, os relatos e depoimentos dos sobreviventes, os registros de todas as vítimas, este é o caminho para que honremos os sacrifícios acontecidos. Através da criação do “Dia em Memória às Vitimas do Holocausto” nós reafirmamos que, sim, vamos fazer o possível e o impossível para que todos lembrem e conscientizem o mundo. Só assim poderemos prevenir uma próxima tragédia de proporções outrora inimagináveis. Nós queremos dizer o izkor. Nós nos lembraremos das vítimas de ontem para que não existam mais infames genocídios no amanhã! A memória é o que pode salvar a humanidade.


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