Comunidade
judaica
Influência
e potencial de consumo
A
comunidade judaica possui características bem definidas:
-
É bastante unida, formando importantes redes de
contato (networks).
- A maioria de seus membros possui elevada formação
educacional e nível cultural, acesso à Internet
e poder aquisitivo acima da média brasileira.
-
Dá grande importância às raízes/família,
ao quesito identidade, “aceitação social”
perante o grupo. Assim, estabelece fortes vínculos
com instituições comunitárias, reforçando
o trinômio: ações de solidariedade
= fortalecimento comunitário = sentimento de pertencer
ao grupo.
-
Valoriza marcas conceituadas/indicação pessoal,
na medida em que diminui o risco embutido nos processos
de compra. Funciona como um elemento que confere credibilidade
ao produto ou serviço adquirido, independente do
valor agregado do mesmo.
Importância
Nos
EUA - Os judeus representam 1,5% da população
norte-americana, 8% dos congressistas e 45% dos milionários
da lista “Forbes 400”; constituem um terço de todos
os milionários americanos; são 20% dos professores
das principais universidades do país; são
sócios de 40% dos principais escritórios
de advocacia de Nova York e Washington e, por fim, representam
25% de todos os norte-americanos laureados com o "Prêmio
Nobel".
Curiosidade
- Agências de propaganda se especializaram na comunidade
judaica, como a Joseph Jacobs, de Nova York, que desenvolve
programas de marketing específicos para empresas
que pretendem atingir o segmento judaico. Entre os principais
clientes da agência encontram-se desde gigantes
da indústria de bens de consumo não-duráveis
(Quaker Oats, Colgate-Palmolive e Kraft General Foods)
até companhias que produzem comida kosher, como
a Manischewitz. A companhia de aviação Delta
Airlines também é cliente da agência
Joseph Jacobs, que criou uma campanha de marketing para
a empresa aérea selecionando destinos de viagem
que são tradicionalmente populares entre os judeus
norte-americanos.
No
Brasil - A trajetória dos judeus no país
começa antes mesmo da chegada da frota de Cabral,
em 1.500. Ela tem início no final do século
XV, quando os judeus espanhóis e portugueses foram
obrigados a se converter ao cristianismo, sob pena de
serem expulsos dos países onde moravam. Cerca de
30% da população livre nos séculos
XVII e XVIII tinha origem judaica, tendo tido significativa
participação no desenvolvimento social,
cultural e econômico do país. Atualmente,
a comunidade judaica brasileira conta com cerca de 120
mil membros participantes de forma ativa da sociedade
brasileira, inclusive ocupando cargos como ministros de
Estado e governador.
Fontes:
historiadora Anita Novinsky (USP); socióloga Helena
Lewin (UERJ); Confederação Israelita do
Brasil, entidade que representa a comunidade judaica brasileira;
Censo da Comunidade Judaica do Rio de Janeiro (2001) e
a tese “Os paradoxos de uma identidade: o comportamento
de consumo de judeus” (Ano 2001), de Carlos Blajberg (COPPEAD/UFRJ).

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